Querido diário, saiba que já ultrapasssei essa definição de horas, dias, meses e minutos. Não se preocupe em fazer parte de um universo atemporal, portanto. A Internet é nossa, mas também nao é.
Afe, é que estou em uma tarefa que impossibilita essas marcações da antiguidade e estou largada no tempo mesozóico, era da Pangéia e dos dinossauros. Nessa tarefa, tenho de entender a composição do mundo uno, entre a futura colisão e os dinossauros que teimam em seguir um caminho que somente eles veem.
Bah, pensa comigo, como é complicado 'quedarme delante de quién no miras los proprios pies cómo los dinos", nem aprecia os novos ventos. A esses digo, eia, olha a terra, profunda mas não infinita, forte mas não inquebrável. É a Pangéia dividida que está contigo, o mundo não é só seu.
y tengo dicho//
"Quando secam os oásis utópicos, estende-se um deserto de banalidade e perplexidade.” J.Habermas
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Marinada
Discurso de independencia
Vemos que, quem 'marinou', marina porque faz bom uso do voto e vai pela formação e INFORMAÇÃO que tem, e nao porque a líder indica quem vai sentar no trono, ou está sob os auspícios deste ou daquele programa que já foi aplicado em outros tempos.
Até o último minuto, nós eleitores, temos uma decisão de voto que faz pensar..
Essa dualidade que se instala está cada vez mais intolerável em uma época de sermos tão MULTIPLOS. SOMOS TUDO E SOMOS TODOS. queremos mais opções. Desde a ditadura é um ou outro, direita x esquerda, situação x oposição, mal x bem, bom x mau, limpo x sujo, claro x escuro, sonho x realidade, maturidade x infantilidade..
Pensamos, vivemos, sonhamos, queremos, buscamos. Somos ilusao, utopia, quereres, somos mais que maduros e infantis, ha um espaço enorme entre o céu e a terra do que supõe nossas vãs e tolas filos, quilos e litros de razão, sensibilidade e emoção.. viva a demo, cra tia...
Repasse TERRA:
Marina e PV afirmam posição "independente" no segundo turno
17 de outubro de 2010 • 14h20
Comentários
2072
1. Notícia
2. Fotos
PV vota e escolhe independência no 2º turno
Durante plenária realizada em São Paulo para decidir a posição do PV no segundo turno, a candidata derrotada do partido, Marina Silva, que teve quase 20 milhões de votos no primeiro turno e ficou em terceiro lugar, afirmou que manterá uma posição de "independência" nesse momento das eleições.
Após ler uma carta aberta aos presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), na qual reafirma sua posição e elogia a convivência política que teve com os candidatos, Marina criticou a "dualidade" que existe na política, segundo a senadora, desde a monarquia, e disse que seu posicionamento é a melhor forma de ajudar o povo brasileiro.
"Quero afirmar que o fato de não ter optado por nenhum lado nesse momento não mostra neutralidade. Uma posição de independência é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro. Já disse algumas vezes que me sinto muito feliz, aos 52 anos, de ter uma posição de independência e utopia. Hoje vejo que utopias não são horizontes do impossível, que nos dá rumo, a visão que temos no presente que será real e podemos conquistá-la no futuro. É com esse compromisso, maturidade política, que hoje lhes dirigi essas palavras".
Após a leitura da carta, a plenária do PV votou e apoiou a posição de "independência" de Marina Silva. No universo 92 pessoas habilitadas a votar na convenção do PV, apenas quatro se manifestaram a favor de que o partido apoiasse alguma candidatura no segundo turno das eleições.
O Portal Terra já havia adiantado a posição de Marina neste segundo turno. Em reportagem de Altino Machado, publicada em 4 de outubro, - "Destino de Marina: nem Serra nem Dilma no segundo turno" - , pessoas do círculo mais próximo da ex-candidata do PV à presidência da República revelaram as tendências de posição de Marina. Confira a matéria nos links relacionados.
Leia trechos da carta de Marina aos candidatos
"Quero afirmar que o fato de não ter optado por nenhum lado nesse momento não significa neutralidade. Creio mesmo que uma posição de independência, reafirmando ideias e propostas é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro. Já disse algumas vezes que me sinto muito feliz por, aos 52 anos, estar na posição de mantenedora de utopias, como os brasileiros que inspiraram minha juventude com valores políticos, humanos, sociais e espirituais. Hoje vejo que utopias não são o horizonte do impossível, mas o impulso que nos dá rumo, a visão que temos, no presente, do que será real e terreno conquistado no futuro. É com esse compromisso da maturidade pessoal e política e com a tranquilidade dada pelo apreço e respeito que tenho por ambos que ouso lhes dirigir estas palavras".
(...)
"Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre si até as últimas consequências. (...). O mergulho desses partidos no pragmatismo da antiga lógica empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da sociedade, em nome do bem-comum. (...). Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras e ainda guardam a marca de origem na qualidade de seus quadros, são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites".
(...)
"Arma-se o eterno embate das realizações factuais, da guerra de números e estatísticas, da reivindicação exclusivista de autoria quase sempre sustentada em interpretações reducionistas da história. (...) Na armadilha, prende-se a sociedade brasileira, constrangida a ser apenas torcida quando deveria ser protagonista, a optar por pacotes políticos prontos que pregam a mútua aniquilação. Entendo, porém, que o primeiro turno de 2010 trouxe uma reação clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político diferente. (...) Pode contribuir decisivamente para quebrar a dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em nosso País".
(...)
"Durante o primeiro turno, quando me perguntavam sobre como iria compor o governo e ter sustentação no Congresso Nacional, sempre dizia que, em bases programáticas, iria governar com os melhores de cada partido. Peço que vejam na votação concedida à candidatura do PV algo que ultrapassa meu nome e que não se deixem levar por análises ligeiras. Esses votos não são uma soma indistinta de pendores setoriais. Eles configuram, no seu conjunto, um recado político relevante. Entendo-os como expressão de um desejo enraizado no povo brasileiro de sair do enquadramento fatalista que lhe reservaram e escolher outros valores e outros conteúdos para o desenvolvimento nacional".
(...)
"E quem tentou desqualificar principalmente o voto evangélico que me foi dado, não entendeu que aqueles com quem compartilho os valores da fé cristã evangélica, vão além da identidade espiritual. (...) perceberam que procurei respeitar a fé que professo, sem fazer dela uma arma eleitoral. Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos. (...) Não há porque discriminar ou estigmatizar convicções religiosas ou a ausência delas quando, mesmo diferentes, nos encontramos na vontade comum de enfrentar as distorções que pervertem o espaço da política. Entre elas, a apropriação material e imaterial indevida daquilo que é público, seja por meio de corrupção ou do apego ao poder e a privilégios; a má utilização de recursos e de instrumentos do Estado; e o boicote ao novo". (...)
(...)
"O cidadão vota 'contra' um lado, antes mesmo de ser a favor de outro. Na escolha, dá-se o contrário: o voto se constrói na história, na ampliação da cidadania, na geração de novas alternativas em uma sociedade cada vez mais complexa. A escolha, agora, estende-se a vocês. É a atitude de vocês, mais que o resultado das urnas, que pode demarcar uma evolução na prática política no Brasil".
(...)
"Não estamos apenas diante de fenômenos da natureza. O mega fenômeno com o qual temos que lidar é o do encontro da humanidade com os limites de seus modelos de vida e com o grande desafio de mudar. (...) Não se trata apenas de ter políticas ambientais corretas ou a incentivar os cidadãos a reverem seus hábitos de consumo. ÉÉ necessária nova mentalidade, novo conceito de desenvolvimento, parâmetros de qualidade de vida".
(...)
"O novo milênio que se inicia exige mais solidariedade, justiça dentro de cada sociedade e entre os países, menos desperdício e menos egoísmoExige novas formas de explorar os recursos naturais, sem esgotá-los ou poluí-los. Exige revisão de padrões de produção e um fortíssimo investimento em tecnologia, ciência e educação. É esse, em síntese, o sentido do que chamamos de Desenvolvimento Sustentável e que muitos, por desconhecimento ou má-fé, insistem em classificar como mera tentativa de agregar mais alguns cuidados ambientais ao mesmo paradigma vigente, predador de gente e natureza. É esse mesmo Desenvolvimento Sustentável que não existirá se não estiver na cabeça e no coração dos dirigentes políticos, para que possa se expressar no eixo constitutivo da força vital de governo".
(...)
"O segundo turno é uma nova chance para todos. Para candidatos e coligações comprometerem-se com propostas e programas que possam sair das urnas legitimados por um vigoroso pacto social entre eleitos e eleitores. Para os cidadãos, que podem pensar mais uma vez e tornar seu voto a expressão de uma exigência maior, de que a manutenção de conquistas alie-se à correção de erros e ao preparo para os novos desafios. Mesmo sem concorrer, estamos no segundo turno com nosso programa, que reflete as questões aqui colocadas. Esta é a nossa contribuição para que o processo eleitoral transcenda os velhos costumes e acene para a sustentabilidade política que almejamos. Como disse, ousei trazer a vocês essas reflexões, mas não como formalidade ou encenação política nesta hora tão especial na vida do País. Foi porque acredito que há terreno fértil para levarmos adiante este diálogo. Sei disso pela relação que mantive com ambos ao longo de nossa trajetória política".
"De José Serra guardo a experiência de ter contado com sua solidariedade quando, no Senado, precisei de apoio para aprovar uma inédita linha de crédito para os extrativistas da Amazônia e para criar subsídio para a borracha nativa. Serra dispôs-se a ele mesmo defender em plenário a proposta porque havia o risco de ser rejeitada, caso eu a defendesse.
Com Dilma Rousseff, tenho mais de cinco anos de convivência no governo do presidente Lula. E, para além das diferenças que marcaram nossa convivência no governo, essas diferenças não impediram de sua parte uma atitude respeitosa e disposição para a parceria, como aconteceu na elaboração do novo modelo do setor elétrico.
Estou me dirigindo a duas pessoas dignas, com origem no que há de melhor na história política do país, desde a generosidade e desprendimento da luta contra a ditadura na juventude, até a efetividade dos governos de que participaram e participam para levar o País a avanços importantes nas duas últimas décadas. Por isso me atrevo, seja quem for a assumir a Presidência da República, a chamá-los a liderar o País para além de suas razões pessoais e projetos partidários, trocando o embate por um debate fraterno em nome do Brasil"
Vemos que, quem 'marinou', marina porque faz bom uso do voto e vai pela formação e INFORMAÇÃO que tem, e nao porque a líder indica quem vai sentar no trono, ou está sob os auspícios deste ou daquele programa que já foi aplicado em outros tempos.
Até o último minuto, nós eleitores, temos uma decisão de voto que faz pensar..
Essa dualidade que se instala está cada vez mais intolerável em uma época de sermos tão MULTIPLOS. SOMOS TUDO E SOMOS TODOS. queremos mais opções. Desde a ditadura é um ou outro, direita x esquerda, situação x oposição, mal x bem, bom x mau, limpo x sujo, claro x escuro, sonho x realidade, maturidade x infantilidade..
Pensamos, vivemos, sonhamos, queremos, buscamos. Somos ilusao, utopia, quereres, somos mais que maduros e infantis, ha um espaço enorme entre o céu e a terra do que supõe nossas vãs e tolas filos, quilos e litros de razão, sensibilidade e emoção.. viva a demo, cra tia...
Repasse TERRA:
Marina e PV afirmam posição "independente" no segundo turno
17 de outubro de 2010 • 14h20
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2072
1. Notícia
2. Fotos
PV vota e escolhe independência no 2º turno
Durante plenária realizada em São Paulo para decidir a posição do PV no segundo turno, a candidata derrotada do partido, Marina Silva, que teve quase 20 milhões de votos no primeiro turno e ficou em terceiro lugar, afirmou que manterá uma posição de "independência" nesse momento das eleições.
Após ler uma carta aberta aos presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), na qual reafirma sua posição e elogia a convivência política que teve com os candidatos, Marina criticou a "dualidade" que existe na política, segundo a senadora, desde a monarquia, e disse que seu posicionamento é a melhor forma de ajudar o povo brasileiro.
"Quero afirmar que o fato de não ter optado por nenhum lado nesse momento não mostra neutralidade. Uma posição de independência é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro. Já disse algumas vezes que me sinto muito feliz, aos 52 anos, de ter uma posição de independência e utopia. Hoje vejo que utopias não são horizontes do impossível, que nos dá rumo, a visão que temos no presente que será real e podemos conquistá-la no futuro. É com esse compromisso, maturidade política, que hoje lhes dirigi essas palavras".
Após a leitura da carta, a plenária do PV votou e apoiou a posição de "independência" de Marina Silva. No universo 92 pessoas habilitadas a votar na convenção do PV, apenas quatro se manifestaram a favor de que o partido apoiasse alguma candidatura no segundo turno das eleições.
O Portal Terra já havia adiantado a posição de Marina neste segundo turno. Em reportagem de Altino Machado, publicada em 4 de outubro, - "Destino de Marina: nem Serra nem Dilma no segundo turno" - , pessoas do círculo mais próximo da ex-candidata do PV à presidência da República revelaram as tendências de posição de Marina. Confira a matéria nos links relacionados.
Leia trechos da carta de Marina aos candidatos
"Quero afirmar que o fato de não ter optado por nenhum lado nesse momento não significa neutralidade. Creio mesmo que uma posição de independência, reafirmando ideias e propostas é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro. Já disse algumas vezes que me sinto muito feliz por, aos 52 anos, estar na posição de mantenedora de utopias, como os brasileiros que inspiraram minha juventude com valores políticos, humanos, sociais e espirituais. Hoje vejo que utopias não são o horizonte do impossível, mas o impulso que nos dá rumo, a visão que temos, no presente, do que será real e terreno conquistado no futuro. É com esse compromisso da maturidade pessoal e política e com a tranquilidade dada pelo apreço e respeito que tenho por ambos que ouso lhes dirigir estas palavras".
(...)
"Há que se perguntar por que PT e PSDB estão nessa lista. É uma ironia da História: dois partidos nascidos para afirmar a diversidade da sociedade brasileira, para quebrar a dualidade existente à época de suas formações, se deixaram capturar pela lógica do embate entre si até as últimas consequências. (...). O mergulho desses partidos no pragmatismo da antiga lógica empobrece o horizonte da inadiável mudança política que o país reclama. A agressividade de seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma cultura política de paz e o debate de projetos capazes de reconhecer e absorver com naturalidade as diferentes visões, conquistas e contribuições dos diferentes segmentos da sociedade, em nome do bem-comum. (...). Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras e ainda guardam a marca de origem na qualidade de seus quadros, são hoje os fiadores desse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites".
(...)
"Arma-se o eterno embate das realizações factuais, da guerra de números e estatísticas, da reivindicação exclusivista de autoria quase sempre sustentada em interpretações reducionistas da história. (...) Na armadilha, prende-se a sociedade brasileira, constrangida a ser apenas torcida quando deveria ser protagonista, a optar por pacotes políticos prontos que pregam a mútua aniquilação. Entendo, porém, que o primeiro turno de 2010 trouxe uma reação clara a esse estado de coisas, um sinal de seu esgotamento. A votação expressiva no projeto representado por minha candidatura e de Guilherme Leal sinaliza, sem dúvida, o desejo de um fazer político diferente. (...) Pode contribuir decisivamente para quebrar a dualidade histórica que tanto tem limitado os avanços políticos em nosso País".
(...)
"Durante o primeiro turno, quando me perguntavam sobre como iria compor o governo e ter sustentação no Congresso Nacional, sempre dizia que, em bases programáticas, iria governar com os melhores de cada partido. Peço que vejam na votação concedida à candidatura do PV algo que ultrapassa meu nome e que não se deixem levar por análises ligeiras. Esses votos não são uma soma indistinta de pendores setoriais. Eles configuram, no seu conjunto, um recado político relevante. Entendo-os como expressão de um desejo enraizado no povo brasileiro de sair do enquadramento fatalista que lhe reservaram e escolher outros valores e outros conteúdos para o desenvolvimento nacional".
(...)
"E quem tentou desqualificar principalmente o voto evangélico que me foi dado, não entendeu que aqueles com quem compartilho os valores da fé cristã evangélica, vão além da identidade espiritual. (...) perceberam que procurei respeitar a fé que professo, sem fazer dela uma arma eleitoral. Os exemplos de cristãos como Martin Luther King e Nelson Mandela e do hindu Mahatma Ghandi mostram que é possível fazer política universal com base em valores religiosos. (...) Não há porque discriminar ou estigmatizar convicções religiosas ou a ausência delas quando, mesmo diferentes, nos encontramos na vontade comum de enfrentar as distorções que pervertem o espaço da política. Entre elas, a apropriação material e imaterial indevida daquilo que é público, seja por meio de corrupção ou do apego ao poder e a privilégios; a má utilização de recursos e de instrumentos do Estado; e o boicote ao novo". (...)
(...)
"O cidadão vota 'contra' um lado, antes mesmo de ser a favor de outro. Na escolha, dá-se o contrário: o voto se constrói na história, na ampliação da cidadania, na geração de novas alternativas em uma sociedade cada vez mais complexa. A escolha, agora, estende-se a vocês. É a atitude de vocês, mais que o resultado das urnas, que pode demarcar uma evolução na prática política no Brasil".
(...)
"Não estamos apenas diante de fenômenos da natureza. O mega fenômeno com o qual temos que lidar é o do encontro da humanidade com os limites de seus modelos de vida e com o grande desafio de mudar. (...) Não se trata apenas de ter políticas ambientais corretas ou a incentivar os cidadãos a reverem seus hábitos de consumo. ÉÉ necessária nova mentalidade, novo conceito de desenvolvimento, parâmetros de qualidade de vida".
(...)
"O novo milênio que se inicia exige mais solidariedade, justiça dentro de cada sociedade e entre os países, menos desperdício e menos egoísmoExige novas formas de explorar os recursos naturais, sem esgotá-los ou poluí-los. Exige revisão de padrões de produção e um fortíssimo investimento em tecnologia, ciência e educação. É esse, em síntese, o sentido do que chamamos de Desenvolvimento Sustentável e que muitos, por desconhecimento ou má-fé, insistem em classificar como mera tentativa de agregar mais alguns cuidados ambientais ao mesmo paradigma vigente, predador de gente e natureza. É esse mesmo Desenvolvimento Sustentável que não existirá se não estiver na cabeça e no coração dos dirigentes políticos, para que possa se expressar no eixo constitutivo da força vital de governo".
(...)
"O segundo turno é uma nova chance para todos. Para candidatos e coligações comprometerem-se com propostas e programas que possam sair das urnas legitimados por um vigoroso pacto social entre eleitos e eleitores. Para os cidadãos, que podem pensar mais uma vez e tornar seu voto a expressão de uma exigência maior, de que a manutenção de conquistas alie-se à correção de erros e ao preparo para os novos desafios. Mesmo sem concorrer, estamos no segundo turno com nosso programa, que reflete as questões aqui colocadas. Esta é a nossa contribuição para que o processo eleitoral transcenda os velhos costumes e acene para a sustentabilidade política que almejamos. Como disse, ousei trazer a vocês essas reflexões, mas não como formalidade ou encenação política nesta hora tão especial na vida do País. Foi porque acredito que há terreno fértil para levarmos adiante este diálogo. Sei disso pela relação que mantive com ambos ao longo de nossa trajetória política".
"De José Serra guardo a experiência de ter contado com sua solidariedade quando, no Senado, precisei de apoio para aprovar uma inédita linha de crédito para os extrativistas da Amazônia e para criar subsídio para a borracha nativa. Serra dispôs-se a ele mesmo defender em plenário a proposta porque havia o risco de ser rejeitada, caso eu a defendesse.
Com Dilma Rousseff, tenho mais de cinco anos de convivência no governo do presidente Lula. E, para além das diferenças que marcaram nossa convivência no governo, essas diferenças não impediram de sua parte uma atitude respeitosa e disposição para a parceria, como aconteceu na elaboração do novo modelo do setor elétrico.
Estou me dirigindo a duas pessoas dignas, com origem no que há de melhor na história política do país, desde a generosidade e desprendimento da luta contra a ditadura na juventude, até a efetividade dos governos de que participaram e participam para levar o País a avanços importantes nas duas últimas décadas. Por isso me atrevo, seja quem for a assumir a Presidência da República, a chamá-los a liderar o País para além de suas razões pessoais e projetos partidários, trocando o embate por um debate fraterno em nome do Brasil"
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
ALAI: Prefácios
O prefácio ajuda muito a adquirir uma obra sim. Imagina-se de primeira que um escritor renomado nunca abone algo fake, trash ou pó-de-serra literário!
Reprodução de texto publicado pela ALAI
America Latina em Movimento:
PREFÁCIOS
FREI BETO:
Não faço prefácios de livros. Nem apresentações. Decisão tomada há cinco anos ao não suportar pressões de neoescritores para que eu escrevesse o quanto antes. Deixar de lado meu trabalho literário para ler obra alheia, fora do meu campo de interesse naquele momento, fazia-me perder o fio da meada. Pior quando eu não gostava do texto e, ao apontar falhas ou imaturidade na escrita, e recusar o prefácio, criava uma saia justa e, em alguns casos, perdia uma amizade.
Escritores têm muitas virtudes, como a persistência de tecer (daí texto) letrinha por letrinha e de conter a ansiedade até sentir que deu o melhor de si. Porém, somos um balaio de defeitos. O mais notório é a vaidade literária. Você ousa dizer à mãe que o filho dela é horroroso? Do mesmo modo, escritores acreditam que suas obras são o máximo! Se alguém fala mal do livro, não é o livro que não presta, é o detrator que é burro, ignorante, carece de cultura para apreender o valor da obra...
Você conhece algum clássico da literatura de ficção precedido de prefácio? Prefácio é para obras antigas que requerem contextualizar o leitor hodierno. Fora disso, funciona como cartão de apresentação. Ora, se alguém vem a você apresentado por seu melhor amigo, nem por isso significa que seja simpático e confiável como seu amigo. Do mesmo modo, não há prefácio que salve a má qualidade de uma obra de ficção. Pode ser assinado por James Joyce ou Gabriel Garcia Márquez. É o livro em si que cativa ou não o leitor. Aliás, tentei três vezes ler e apreciar Ulisses do Joyce, atraído pelo prefácio de Antônio Houaiss. Devido à minha obtusidade, fracassei.
Entendo que um escritor iniciante queira ver a sua obra recomendada por autor consagrado. Também não escapei da tentação de pedir a Tristão de Athayde e Dom Paulo Evaristo Arns para prefaciarem meus dois primeiros livros: Cartas da Prisão (Agir) e Das Catacumbas (hoje incluído no volume da Agir).
Em livro de ficção prefácio não se justifica. Exceto se se trata de tragédia grega ou de obra traduzida cujo autor seja desconhecido de seu novo público. Fora disso, há que ir direto ao texto e avaliá-lo por sua qualidade intrínseca, e não pelos confetes jogados pelo prefaciador. Aliás, já li prefácios melhores que o próprio livro recomendado.
O que escritores inéditos devem fazer, frente à recusa das editoras em publicá-los, é enviar seus originais aos inúmeros concursos literários. Um livro premiado abre portas de editoras. E jamais se deixarem abater pela recusa do editor. Proust foi rejeitado por André Gide, editor da Gallimard, e Carmen Balcells, uma das mais prestigiadas agentes literárias do mundo, devolveu a Umberto Eco os originais de O nome da rosa por considerá-lo, não um romance, mas uma tese acadêmica romanceada... A editora inglesa Hogarth Press recusou os originais de Ulisses, o que Virginia Woolf, publicada por ela, considerava “uma memorável catástrofe”.
Tornar-se um autor – pois escritores há muitos – é uma tarefa árdua. Exige persistência e, sobretudo, muita leitura e tempo dedicado a escrever e reescrever inúmeras vezes o mesmo texto. Em se tratando de ficção, ele nunca está definitivamente pronto. Como dizia Paul Valéry, não se termina um romance, apenas o abandona...
Meu primeiro editor foi Ênio Silveira, da Civilização Brasileira. Perguntei a ele como saber que um livro está maduro para ser remetido à editora. Respondeu: “Nunca o faça sem estar convencido de que você fez o melhor. Não blefe consigo mesmo.”
Guimarães Rosa adotava e recomendava o hábito de, terminado um livro, deixá-lo na gaveta “descansar”, como massa de bolo, por uns meses e, então, relê-lo. O autor certamente o fará com olho crítico, aprimorando o texto. Além de seguir-lhe o conselho, sempre repasso meus originais a meia-dúzia de leitores qualificados para que façam críticas e sugestões.
- Frei Betto é escritor, autor de “Hotel Brasil – o mistério das cabeças degoladas” (Rocco), entre outros livros. www.freibetto.org – Twitter:@freibetto
Copyright 2010 – FREI BETTO – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor. Assine todos os artigos do escritor e os receberá diretamente em seu e-mail. Contato – MHPAL – Agência Literária (mhpal@terra.com.br
Reprodução de texto publicado pela ALAI
America Latina em Movimento:
PREFÁCIOS
FREI BETO:
Não faço prefácios de livros. Nem apresentações. Decisão tomada há cinco anos ao não suportar pressões de neoescritores para que eu escrevesse o quanto antes. Deixar de lado meu trabalho literário para ler obra alheia, fora do meu campo de interesse naquele momento, fazia-me perder o fio da meada. Pior quando eu não gostava do texto e, ao apontar falhas ou imaturidade na escrita, e recusar o prefácio, criava uma saia justa e, em alguns casos, perdia uma amizade.
Escritores têm muitas virtudes, como a persistência de tecer (daí texto) letrinha por letrinha e de conter a ansiedade até sentir que deu o melhor de si. Porém, somos um balaio de defeitos. O mais notório é a vaidade literária. Você ousa dizer à mãe que o filho dela é horroroso? Do mesmo modo, escritores acreditam que suas obras são o máximo! Se alguém fala mal do livro, não é o livro que não presta, é o detrator que é burro, ignorante, carece de cultura para apreender o valor da obra...
Você conhece algum clássico da literatura de ficção precedido de prefácio? Prefácio é para obras antigas que requerem contextualizar o leitor hodierno. Fora disso, funciona como cartão de apresentação. Ora, se alguém vem a você apresentado por seu melhor amigo, nem por isso significa que seja simpático e confiável como seu amigo. Do mesmo modo, não há prefácio que salve a má qualidade de uma obra de ficção. Pode ser assinado por James Joyce ou Gabriel Garcia Márquez. É o livro em si que cativa ou não o leitor. Aliás, tentei três vezes ler e apreciar Ulisses do Joyce, atraído pelo prefácio de Antônio Houaiss. Devido à minha obtusidade, fracassei.
Entendo que um escritor iniciante queira ver a sua obra recomendada por autor consagrado. Também não escapei da tentação de pedir a Tristão de Athayde e Dom Paulo Evaristo Arns para prefaciarem meus dois primeiros livros: Cartas da Prisão (Agir) e Das Catacumbas (hoje incluído no volume da Agir).
Em livro de ficção prefácio não se justifica. Exceto se se trata de tragédia grega ou de obra traduzida cujo autor seja desconhecido de seu novo público. Fora disso, há que ir direto ao texto e avaliá-lo por sua qualidade intrínseca, e não pelos confetes jogados pelo prefaciador. Aliás, já li prefácios melhores que o próprio livro recomendado.
O que escritores inéditos devem fazer, frente à recusa das editoras em publicá-los, é enviar seus originais aos inúmeros concursos literários. Um livro premiado abre portas de editoras. E jamais se deixarem abater pela recusa do editor. Proust foi rejeitado por André Gide, editor da Gallimard, e Carmen Balcells, uma das mais prestigiadas agentes literárias do mundo, devolveu a Umberto Eco os originais de O nome da rosa por considerá-lo, não um romance, mas uma tese acadêmica romanceada... A editora inglesa Hogarth Press recusou os originais de Ulisses, o que Virginia Woolf, publicada por ela, considerava “uma memorável catástrofe”.
Tornar-se um autor – pois escritores há muitos – é uma tarefa árdua. Exige persistência e, sobretudo, muita leitura e tempo dedicado a escrever e reescrever inúmeras vezes o mesmo texto. Em se tratando de ficção, ele nunca está definitivamente pronto. Como dizia Paul Valéry, não se termina um romance, apenas o abandona...
Meu primeiro editor foi Ênio Silveira, da Civilização Brasileira. Perguntei a ele como saber que um livro está maduro para ser remetido à editora. Respondeu: “Nunca o faça sem estar convencido de que você fez o melhor. Não blefe consigo mesmo.”
Guimarães Rosa adotava e recomendava o hábito de, terminado um livro, deixá-lo na gaveta “descansar”, como massa de bolo, por uns meses e, então, relê-lo. O autor certamente o fará com olho crítico, aprimorando o texto. Além de seguir-lhe o conselho, sempre repasso meus originais a meia-dúzia de leitores qualificados para que façam críticas e sugestões.
- Frei Betto é escritor, autor de “Hotel Brasil – o mistério das cabeças degoladas” (Rocco), entre outros livros. www.freibetto.org
Copyright 2010 – FREI BETTO – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor. Assine todos os artigos do escritor e os receberá diretamente em seu e-mail. Contato – MHPAL – Agência Literária (mhpal@terra.com.br
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Antes do Depois do onze, a viagem
Viagem ao Sul
[Sem referenciar a tragédia americana,]
Ainda com alguma relação a episódios no mundo consumista, cá estou narrando pro 'Brujula' as escolhas desta pesquisadora para ajustar o poder de compra para adquirir livros científicos -auahuahauahau.
A VIAGEM a Caxias do Sul foi super rica - de amizades e episódios que só uma pessoa com vestígios de mochileira é capaz. A Ida - de ônibus com o Santa clicando até conseguir closes dos meus sonhos. A cara amassada é tudo que se vê do tanto que consegui dormir no aperto do busão, tentando repor e compor horas de sono para o que viria. Deve ser por isso q eu contei três quebras do onibus enquanto o pessoal comentava que foram sete.
O bom foi descolar uma família maravilhosa que me recebeu - contatos extra-familiares da famosa "rede amigo do amigo". E melhor ainda o endereço - ótimo para se encontrar e circular por Caxias - a primeira e única avenida júlio de castilho. Não há outra com canteiro de flores entre as vias. Bem no comecinho dela, o monumentos aos imigrantes, à italianada cheia de histórias pra contar.. lindo.
Depois disso, e como uma caxias do dito popular, bati ponto todos os dias no grupo em que me inscrevi e ao qual iria apresentar em pleno sábado. Foi muito bom expor a abordagem que irá compor parte da dissertação. E tenho dito - fechei com a frase da linha política demagógica [contudo, resgatada no meu contexto para as deliberações e bases críticas para as possibilidades de emancipação humana.] Comunicado estava. Ainda bem que o amigão Paulo também apresentava naquele dia - Adoroooo amigaum, aguarde e confie que o pensamento comunicacional latino-americano vai ferver!
Depois disso pude dar uma passada pela banca do MANECO, livraria que tomou conta da universidade que sediou o Intercom 2010. Foi toda a economia ali, num sobrou nem pra boina que tanto queria. Ainda bem que a turma gastou bastante, pelo menos vi o que Caxias comercializa e oferece, claro que os amigos resfastelaram-se nas comidas e saídas noturnas. Como eu estava em endereço diferente, aproveitei as conversas da família que acabou sendo uma ótima cicerone em um passeio de domingo pelos monumentos de paris, digo de Caxias [ops, vi um álbum de Paris e já to pensando quando será que vou conhecer o berços das luzes]. auhauahauhau
Caxias atrai também por ser pertinho e parte de outros roteiros da serra -Gramado, Canela, Nova Petrópolis. Super atrativa tanto que alguns ficaram por lá mais um pouco, como o GESO e sua jaqueta nova para aproveitar a sauna do BLUE TOWER POWER; a Sara maravilhosa e a Viviane [praticamente uma discipula do Bolãno] para o roteiro do frio [nossa que vento geladooo].
MAS Quem brilhou no caminho do Intercom foi o 'chocolate', anjo da guarda para encontrar a trilha certa dos tantos blocos que tinhamos que atravessar e encontrar - o RU, o teatro, os grupos de pesquisa, etc etc...
A Volta - sem encontrar a boca atrativa e desocupada para fazer par à minha - foi super-mega-mais-tranquila. Finalmente todos voltaram sem quebradeira do ônibus, 'mimindo' e babandinho. Até o 'insono' do Santa mimiu, sem fotos de volta. O navio zarpando e o clone da Jessica parker e todo o seu séquito para trás..rs [toma que o fiéteu].
[Sem referenciar a tragédia americana,]
Ainda com alguma relação a episódios no mundo consumista, cá estou narrando pro 'Brujula' as escolhas desta pesquisadora para ajustar o poder de compra para adquirir livros científicos -auahuahauahau.
A VIAGEM a Caxias do Sul foi super rica - de amizades e episódios que só uma pessoa com vestígios de mochileira é capaz. A Ida - de ônibus com o Santa clicando até conseguir closes dos meus sonhos. A cara amassada é tudo que se vê do tanto que consegui dormir no aperto do busão, tentando repor e compor horas de sono para o que viria. Deve ser por isso q eu contei três quebras do onibus enquanto o pessoal comentava que foram sete.
O bom foi descolar uma família maravilhosa que me recebeu - contatos extra-familiares da famosa "rede amigo do amigo". E melhor ainda o endereço - ótimo para se encontrar e circular por Caxias - a primeira e única avenida júlio de castilho. Não há outra com canteiro de flores entre as vias. Bem no comecinho dela, o monumentos aos imigrantes, à italianada cheia de histórias pra contar.. lindo.
Depois disso, e como uma caxias do dito popular, bati ponto todos os dias no grupo em que me inscrevi e ao qual iria apresentar em pleno sábado. Foi muito bom expor a abordagem que irá compor parte da dissertação. E tenho dito - fechei com a frase da linha política demagógica [contudo, resgatada no meu contexto para as deliberações e bases críticas para as possibilidades de emancipação humana.] Comunicado estava. Ainda bem que o amigão Paulo também apresentava naquele dia - Adoroooo amigaum, aguarde e confie que o pensamento comunicacional latino-americano vai ferver!
Depois disso pude dar uma passada pela banca do MANECO, livraria que tomou conta da universidade que sediou o Intercom 2010. Foi toda a economia ali, num sobrou nem pra boina que tanto queria. Ainda bem que a turma gastou bastante, pelo menos vi o que Caxias comercializa e oferece, claro que os amigos resfastelaram-se nas comidas e saídas noturnas. Como eu estava em endereço diferente, aproveitei as conversas da família que acabou sendo uma ótima cicerone em um passeio de domingo pelos monumentos de paris, digo de Caxias [ops, vi um álbum de Paris e já to pensando quando será que vou conhecer o berços das luzes]. auhauahauhau
Caxias atrai também por ser pertinho e parte de outros roteiros da serra -Gramado, Canela, Nova Petrópolis. Super atrativa tanto que alguns ficaram por lá mais um pouco, como o GESO e sua jaqueta nova para aproveitar a sauna do BLUE TOWER POWER; a Sara maravilhosa e a Viviane [praticamente uma discipula do Bolãno] para o roteiro do frio [nossa que vento geladooo].
MAS Quem brilhou no caminho do Intercom foi o 'chocolate', anjo da guarda para encontrar a trilha certa dos tantos blocos que tinhamos que atravessar e encontrar - o RU, o teatro, os grupos de pesquisa, etc etc...
A Volta - sem encontrar a boca atrativa e desocupada para fazer par à minha - foi super-mega-mais-tranquila. Finalmente todos voltaram sem quebradeira do ônibus, 'mimindo' e babandinho. Até o 'insono' do Santa mimiu, sem fotos de volta. O navio zarpando e o clone da Jessica parker e todo o seu séquito para trás..rs [toma que o fiéteu].
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Ainda o CDC
O Código do Consumidor na minha vida
Em uma mudança de planos por força de terceiros tive que cancelar uma compra feita por meio do Submarino-ponto-com [=exploraçao-nauta]. Tive que pagar 43 reais como taxa de cancelamento para o portal, e cerca de 30% do produto adquirido para a fornecedora.
Apesar de o Codigo do Consumidor prevê um prazo de 'arrependimento' - não tive nenhuma defesa já que os cartões de crédito prendem e contribuem com o sistema - sem saída para quem deteria o poder de compra [o dinheiro e o poder de compra só é nosso quando temos que pagar e responder dívidas]
Imagino como seria se não tivesse uma lei..
Em uma mudança de planos por força de terceiros tive que cancelar uma compra feita por meio do Submarino-ponto-com [=exploraçao-nauta]. Tive que pagar 43 reais como taxa de cancelamento para o portal, e cerca de 30% do produto adquirido para a fornecedora.
Apesar de o Codigo do Consumidor prevê um prazo de 'arrependimento' - não tive nenhuma defesa já que os cartões de crédito prendem e contribuem com o sistema - sem saída para quem deteria o poder de compra [o dinheiro e o poder de compra só é nosso quando temos que pagar e responder dívidas]
Imagino como seria se não tivesse uma lei..
sábado, 11 de setembro de 2010
E tenho dito
A esfera deliberativa em Habermas continua sofrendo grandes mudanças. Sem muita perspectiva de algum dia retomar a representatividade necessária para se reestruturar.. se depender de algum esforço coletivo, emparedando os interesses mercadológicos, é tocar o enterro que o corpo já tá na rede
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
No mundo da vida
Preciso de uma esfera pública respirável
Qual surpresa tive com o PROCON - UNIDADE BAURU, interior de São Paulo, quando muito lindamente saí para pagar as contas hoje, um dia pleno de sol e de ar úmido pós-chuva. Resolvi ir até a unidade do famoso POUPA-TEMPO para uma pulga que me pinica há tempos.
Para começo de conversa, sinto em dizer que desse episódio, hoje fico devendo fazer qualquer elogio que corriqueiramente faço à minha vivência bauruense. Pensei que determinadas cobranças de direitos, de simples consumidora, já eram corriqueiras e de fácil cumprimento dos órgãos públicos.
o objeto: cobrança de fatura enviada por e-mail, resultando em gastos de impressão, sem intermediação bancária [direta].
a justificativa: discussão da ilegalidade de cobrança de taxa de bancos por emissão de carnês - é escolha de negócios relacionada à forma em que a produtora de bens ou serviços quer garantir seu valor de troca. Lei 4.083, de 4 de janeiro de 2008, proibitiva se não me engano no Distrito Federal, e em outras localidades [código do consumidor..]
Os envolvidos: euzinha e a máquina estatal que usa o nome de DEFENSOR DOS DIREITOS DE CONSUMIDOR, PROCON-unidade Bauru, especificamente representada por um atendimento que está na ponta do sistema invisível do Estado[nesse caso, um tanto intocável e ausente para o cidadão. humpf!]
Histórico:
parte I - a cobrança bancária já vinha sendo feita desde a primeira fatura, com reclamação imediata com a prestadora de serviço, sendo pessoalmente solicitada uma explicação daquela ilegalidade. Foi um diálogo sem resultado de convencimento - os argumentos sem embasamento de uma atendente defendendo sua posição de ser uma regra da prestadora de serviço a qual não se podia argumentar. Dali, vi que nao havia o que rebater por que até o gerente sabia da lei, mas que essa lei era para outros ou para quem quisesse cumprir (forte isso)
parte II - afronta e acinte! Assim me senti quando recebi a cobrança dos serviços por e-mail pois a prestadora de serviço trocara de agencia bancária e o boleto não seria emitido naquele mês - euzinha deveria dispor de meios para pagar. A afronta: está lá a cobrança do boleto sem ter banco nenhum no meio. Acinte!
Sem estressar [tranquilinha e educada porque esse tipo de assunto exige] fui calmamente pagar o bendito boleto, cumprir o dever de um serviço que faço uso e necessito para minha condição de vivente nesta terra. Depois disso, resolvo, muito mais calma ainda, dar um 'pulinho' no atendimento do Procon para solicitar informações de como proceder e saber como questionar e resolver essa questão que, em muitas discussões públicas já era reconhecido como direito do consumidor. Depois de pegar a senha e aguardar no 4º painel à direita [só para dizer que tudo é muito chique e cheio de boas intenções] fui atendida pelo moço aparentemente alto e magro, lá pelos seus 25 anos, amarelado pela falta de sol e talvez pela iluminação local, cara de amargurado, cabelo macilento, uniformizado e sem vontade nenhuma de estar ali. Depois disso, só uma narrativa em diálogo:
Digo eu - Boa tarde [16h e pouco] meu querido atendente. Parece triste! Num fica não que me deixa preocupada, não é bom ficar chateado.
- Pois não [gelo total]
- Muito bem, vamos direto ao assunto entao. veja esta conta de serviços. venho sendo cobrada por um boleto bancário que hoje em dia, é reconhecido como ilegal, segundo interpretação do Código do Consumidor.
- Sinto muito, mas essa reclamação não justifica. O juiz daqui, que atende Bauru [frizou a cidade] interpreta não ser proibido esse tipo de cobrança. [Fechou o diálogo]
- Não acredito que nem posso questionar isso, nem o Procon vai registrar nada porque um juiz local entende algo e por isso não passa mais nada? Mas o Procon não é estadual?
- O juiz de Bauru entende que é legal
- Em todo caso? Pois, neste caso, nem há intermediação bancária. Justifica a ilegalidade..o Procon do Estado de São Paulo num existe e foi criado para defender o consumidor? Porque ele fica a mercê de uma decisão, que pode ter sido interpretada em uma outra ocasião? Você entende?
- É assim. Olha, o Procon é do Governo. - Grumpf [deu de ombros]
- Então.. criado para defender o consumidor, para questionar esse tipo de coisa.. ainda mais que tem respaldo, tem lei criada, tem lugares que cumprem isso. Por que seria diferente se eu como consumidora, e creio que mais um monte de gente discorda dessa cobrança?
- É. eu entendo, mas o juiz decide que está correto.
- Decepção com o Procon. Por isso está decaindo na opinião pública né? Já tem pesquisa dizendo isso. Agora entendi porque voce está triste.
E tenho dito, pratico minha criticidade, estou lendo Habermas, dá nisso.
Ainda vou provocar um terceiro episódio. Afinal, vou continuar a pagar o serviço por um prazo, digamos, suficiente para propor novos argumentos, procurar outras instâncias..
Sujeito cidadão num é a toa não, pacato, ou não. Tem algum grupo de discussão, situação, local, ou mais argumentos para fundamentar o terceiro episódio?
Qual surpresa tive com o PROCON - UNIDADE BAURU, interior de São Paulo, quando muito lindamente saí para pagar as contas hoje, um dia pleno de sol e de ar úmido pós-chuva. Resolvi ir até a unidade do famoso POUPA-TEMPO para uma pulga que me pinica há tempos.
Para começo de conversa, sinto em dizer que desse episódio, hoje fico devendo fazer qualquer elogio que corriqueiramente faço à minha vivência bauruense. Pensei que determinadas cobranças de direitos, de simples consumidora, já eram corriqueiras e de fácil cumprimento dos órgãos públicos.
o objeto: cobrança de fatura enviada por e-mail, resultando em gastos de impressão, sem intermediação bancária [direta].
a justificativa: discussão da ilegalidade de cobrança de taxa de bancos por emissão de carnês - é escolha de negócios relacionada à forma em que a produtora de bens ou serviços quer garantir seu valor de troca. Lei 4.083, de 4 de janeiro de 2008, proibitiva se não me engano no Distrito Federal, e em outras localidades [código do consumidor..]
Os envolvidos: euzinha e a máquina estatal que usa o nome de DEFENSOR DOS DIREITOS DE CONSUMIDOR, PROCON-unidade Bauru, especificamente representada por um atendimento que está na ponta do sistema invisível do Estado[nesse caso, um tanto intocável e ausente para o cidadão. humpf!]
Histórico:
parte I - a cobrança bancária já vinha sendo feita desde a primeira fatura, com reclamação imediata com a prestadora de serviço, sendo pessoalmente solicitada uma explicação daquela ilegalidade. Foi um diálogo sem resultado de convencimento - os argumentos sem embasamento de uma atendente defendendo sua posição de ser uma regra da prestadora de serviço a qual não se podia argumentar. Dali, vi que nao havia o que rebater por que até o gerente sabia da lei, mas que essa lei era para outros ou para quem quisesse cumprir (forte isso)
parte II - afronta e acinte! Assim me senti quando recebi a cobrança dos serviços por e-mail pois a prestadora de serviço trocara de agencia bancária e o boleto não seria emitido naquele mês - euzinha deveria dispor de meios para pagar. A afronta: está lá a cobrança do boleto sem ter banco nenhum no meio. Acinte!
Sem estressar [tranquilinha e educada porque esse tipo de assunto exige] fui calmamente pagar o bendito boleto, cumprir o dever de um serviço que faço uso e necessito para minha condição de vivente nesta terra. Depois disso, resolvo, muito mais calma ainda, dar um 'pulinho' no atendimento do Procon para solicitar informações de como proceder e saber como questionar e resolver essa questão que, em muitas discussões públicas já era reconhecido como direito do consumidor. Depois de pegar a senha e aguardar no 4º painel à direita [só para dizer que tudo é muito chique e cheio de boas intenções] fui atendida pelo moço aparentemente alto e magro, lá pelos seus 25 anos, amarelado pela falta de sol e talvez pela iluminação local, cara de amargurado, cabelo macilento, uniformizado e sem vontade nenhuma de estar ali. Depois disso, só uma narrativa em diálogo:
Digo eu - Boa tarde [16h e pouco] meu querido atendente. Parece triste! Num fica não que me deixa preocupada, não é bom ficar chateado.
- Pois não [gelo total]
- Muito bem, vamos direto ao assunto entao. veja esta conta de serviços. venho sendo cobrada por um boleto bancário que hoje em dia, é reconhecido como ilegal, segundo interpretação do Código do Consumidor.
- Sinto muito, mas essa reclamação não justifica. O juiz daqui, que atende Bauru [frizou a cidade] interpreta não ser proibido esse tipo de cobrança. [Fechou o diálogo]
- Não acredito que nem posso questionar isso, nem o Procon vai registrar nada porque um juiz local entende algo e por isso não passa mais nada? Mas o Procon não é estadual?
- O juiz de Bauru entende que é legal
- Em todo caso? Pois, neste caso, nem há intermediação bancária. Justifica a ilegalidade..o Procon do Estado de São Paulo num existe e foi criado para defender o consumidor? Porque ele fica a mercê de uma decisão, que pode ter sido interpretada em uma outra ocasião? Você entende?
- É assim. Olha, o Procon é do Governo. - Grumpf [deu de ombros]
- Então.. criado para defender o consumidor, para questionar esse tipo de coisa.. ainda mais que tem respaldo, tem lei criada, tem lugares que cumprem isso. Por que seria diferente se eu como consumidora, e creio que mais um monte de gente discorda dessa cobrança?
- É. eu entendo, mas o juiz decide que está correto.
- Decepção com o Procon. Por isso está decaindo na opinião pública né? Já tem pesquisa dizendo isso. Agora entendi porque voce está triste.
E tenho dito, pratico minha criticidade, estou lendo Habermas, dá nisso.
Ainda vou provocar um terceiro episódio. Afinal, vou continuar a pagar o serviço por um prazo, digamos, suficiente para propor novos argumentos, procurar outras instâncias..
Sujeito cidadão num é a toa não, pacato, ou não. Tem algum grupo de discussão, situação, local, ou mais argumentos para fundamentar o terceiro episódio?
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