segunda-feira, 30 de agosto de 2010

30 anos dos encontros missionários de São Paulo

Participaram do encontro representantes do Conselho Missionária Diocesano de Bauru (COMIDI), incluindo sua coordenadora Célia Catarina e Cecília de Paiva (Jornalista).


Conselho Missionário de São Paulo realiza seu 30º Encontro Estadual
30/08/2010 | Cecília de Paiva e Jaime C. Patias

"Chamados e Enviados em Missão Ad gentes"

O Conselho Missionário do Regional Sul 1 da CNBB, que abrange o Estado de São Paulo, realizou, entre os dias 27 e 29 de agosto, na Casa São Francisco, em Presidente Prudente, a 600 quilômetros de São Paulo, seu 30º Encontro Estadual. Durante a solenidade de abertura, realizada na noite do dia 27, os participantes receberam a imagem de Nossa Senhora Aparecida e os símbolos das dioceses que compõem a Província Eclesiástica de Botucatu responsável por acolher o evento (Presidente Prudente, Assis, Ourinhos, Bauru, Botucatu, Lins, Jaime C. Patias Celebração marca os 30 Anos do COMIRE Sul 1 Araçatuba e Marília). Na ocasião, dom José Maria Libório, bispo emérito de Presidente Prudente, ressaltou a maternidade universal de Maria, a mãe do Salvador que participa do nascimento da Igreja missionária. Destacou também a importância da fidelidade e do compromisso com a Missão, à exemplo de Maria.
Para o coordenador do COMIRE Sul 1, Robson Luiz Ferreira, "a realização do 30º Encontro significa um marco na história do Conselho Missionário de São Paulo, e evidencia o comprometimento das dioceses e forças missionárias presentes no Estado. Não há como trabalhar a Missão sem a comunhão, e não dá pra fazer comunhão sem se encontrar" disse Robson ao dar as boas vindas aos participantes.
Impossibilitado de participar, dom Vicente Costa, bispo de Jundiaí e novo Referencial para o COMIRE Sul 1, enviou mensagem e bênçãos desejando um frutuoso trabalho. "Realmente as dioceses do nosso Regional precisam cada vez mais se tornar missionárias, dispostas a irem à outra margem", escreveu dom Vicente. Enviaram mensagem ainda, dom Sérgio Castriani, responsável pela Ação Missionária da CNBB, e dom Benedito Gonçalves dos Santos, bispo de Presidente Prudente em visita na Amazônia.
Padre Everton Aparecido, coordenador missionário da Sub-Região Pastoral de Botucatu, destacou a importância da programação que além do estudo do tema "Chamados e Enviados em Missão Ad gentes" abriu espaço para testemunhos de missionárias e missionários em missão além fronteiras, partilha da Infância e Adolescência Missionária - IAM, da Juventude Missionária - JM, apresentações culturais e cinco oficinas de trabalho sobre a Missão no mundo digital, a Campanha Missionária 2010, diálogo Inter-religioso, Paróquia e Missão Ad Gentes e Missionários Leigos.Jaime C. Patias Renovação do Batismo
Na missa que recordou os 30 anos do COMIRE Sul 1, padre Alcides Costa, superior provincial dos padres Combonianos, lembrou que a Igreja é missionária na sua essência. "O sangue que corre nas suas veias é a Missão. Ela está no seu DNA" enfatizou padre Alcides sublinhando que foi a partir dessa preocupação que o COMIRE tem contribuído para despertar a consciência missionária. As experiências missionárias nas igrejas locais e além fronteiras acontecem há bem mais de 30 anos, mas o COMIRE "contribuiu para o surgimento do Conselho Missionário Nacional - COMINA. Hoje precisamos seguir enfrentando os desafios missionários tendo olho clínico para ir ao encontro do outro, onde a missão acontece de fato," concluiu padre Alcides. A missa contou com a presença de dom Emílio Pignoli, bispo emérito da Diocese de Campo Limpo.
Debatendo o tema "Chamados e Enviados em Missão Ad gentes, padre Sávio Corinaldesi, secretário nacional da Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo, sublinhou aspectos essenciais do ser missionário. "Quem me fez nascer na fé?" perguntou para em seguida frisar que precisamos redescobrir as origens da nossa fé em Jesus Cristo que nos foi repassada por alguém. "A partir dessa riqueza temos o compromisso de continuar a caminhada na história. Nós não temos o direito de parar o que conquistamos com tanto sacrifício. Nossa preocupação é com o mundo inteiro", disse padre Sávio. O assessor das POM insistiu na necessidade de organizar, nas paróquias, grupos de animação missionária para articular ação evangelizadora da Igreja local orientada para o mundo.
O 30º Encontro do COMIRE Sul 1encerrou com uma missa de envio presidida por dom José Maria Libório seguida de almoço e despedida. Participaram do Encontro 135 pessoas, representando 24 dioceses das 41 presentes no Estado de São Paulo. Criada em 1960, este ano, a diocese de Presidente Prudente, que sediou o evento celebra seu Jubileu de Ouro. O próximo Encontro, em 2011 será na cidade de Santos.
Fonte: Revista Missões

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

No gerundio

Parei um pouco para os dias de reflexão, de olhar meu objeto com olhos de pesquisador, lá de longe, distanciada da emoção.
Voltei e vi que teria que reconquistar a pesquisa depois de te-la descoberto e chegado a conclusão de que era boa. agora estou no gerúndio: refletindo, estudando, mestrando e correndo para os braços de Lattes.
Além de obervar o trabaho do IPEA, no interesse da pesquisa, http://www.ipea.gov.br/portal

terça-feira, 13 de julho de 2010

Cinema

Eles não usam black tie

Programação do Sesc Bauru - O cinema engajado de Leon Hirszman - após o filme, palestra e debate com o historiador e professor em comunicação Maximiliano, o Max, verdadeiro mestre e incentivador do pensamento!


Inesquecível, vale a pena registrar:

Em São Paulo, em 1980, o jovem operário Tião e sua namorada Maria decidem casar-se ao saber que a moça está grávida. Ao mesmo tempo, eclode um movimento grevista que divide a categoria metalúrgica. Preocupado com o casamento e temendo perder o emprego, Tião fura a greve, entrando em conflito com o pai, Otávio, um velho militante sindical que passou três anos na cadeia durante o regime militar.


Ficha Técnica
Título original: Eles não Usam Black-Tie
Gênero: Drama
Duração: 134 min.
Lançamento (Brasil): 1981
Distribuição: Embrafilme
Direção: Leon Hirszman
Roteiro: Gianfrancesco Guarnieri e Leon Hirszman
Produção: Leon Hirszman Produções e Embrafilme
Música: Adoniran Barbosa, Chico Buarque de Hollanda e Gianfrancesco Guarnieri
Fotografia: Lauro Escorel
Desenho de produção: Jefferson Albuquerque Júnior e Marcos Weinstock
Figurino: Yurika Yamasaki
Edição: Eduardo Escorel
Elenco
Gianfrancesco Guarnieri
Paulo José
Francisco Milani (Santini)
Milton Gonçalves (Bráulio)
Fernanda Montenegro
Bete Mendes
Antônio Petrin
Carlos Alberto Riccelli
Carlos Augusto Strazzer
Anselmo Vasconcelos
Nelson Xavier
Flávio Guarnieri
Lélia Abramo
Gésio Abreu
João Acaiabe
Maurício Amalfi
José Araújo
Jalusa Barcelos
Fernando Bezerra
Luiz Carlos Borges
Oduvaldo Brito
Aldo Bueno
Cachimbo
Leide Câmara
Rosiete Cavalcanti
Renato Consorte
Carlos Costa
Denoy de Oliveira
Walter Cruz
Eduardo da Conceição
Francisca da Conceição
Antônio Joaquim da Silva
Fernando Ramos Da Silva
Genésio de Barros
Rafael de Carvalho
Antonio De Pieri
Mercedes Dias
Ricardo Dias
João França
Maria Júlia Gomes
Cilas Gregório
Antonio Leite
Teresa Maldonado
Dirce Marques
Gilberto Moura
Maria Letícia Nascimento
Lizete Negreiros
Lene Nunes
Fernando Peixoto
Israel Pinheiro
Amaury Pinto
Almir Ribeiro
Cristina Rodrigues
Wilson Silva
Luiz Tedax
Tony Wilson

Pastoral Afro no Brasil

Publicação interessante:
http://www.revistamissoes.org.br/artigos/ler/id/1088
http://www.cnbb.org.br/site/afro-brasileira/4082-a-superacao-do-racismo

A superação do racismo

Apesar de ter conquistado espaço, a Pastoral Afro no Brasil enfrenta resistência mesmo naquelas questões que estão de acordo com os documentos e com o magistério da Igreja. Essa é a opinião de dom Gilio Felicio, o primeiro negro a chegar ao episcopado na arquidiocese de Salvador, na Bahia, em 1998, onde criou a Pastoral Afro. Poucos meses depois foi transferido para a cidade de Cruz das Almas, a 160 quilômetros da capital baiana. Gaúcho de Lageado, diocese de Santa Cruz do Sul, dom Gilio, em 2002 passou a ser o bispo de Bagé, RS. Desde a década de 80 acompanha e participa do Movimento Negro Católico junto aos Agentes Pastorais Negros. Em 1989 começou a participar do Instituto MARIAMA, uma articulação nacional de padres, bispos e diáconos negros, do qual foi presidente por dois mandatos. Foi até 2007 o bispo coordenador da Pastoral Afro-Brasileira, na CNBB. Participando do XVI Congresso Eucarístico Nacional, realizado logo após o término da 48ª Asssembleia Geral da CNBB, em Brasília, dom Gilio falou à revista Missões.


Qual a sua avaliação sobre a última Assembleia Geral dos Bispos do Brasil?

Foi uma grande benção para nós, bispos, que pudemos nos encontrar e fazer um rica convivência em Brasília pensando as coisas que são realizadas neste coração do Brasil, que definem a vida e a missão do país para o dinamismo interno e as relações internacionais. Evidentemente, a Igreja tem uma mensagem muito rica a apresentar para que de fato o país consiga formar uma comunidade, uma pátria amada, humanamente equilibrada, espiritualmente forte, vocacionalmente fecunda e com um desenvolvimento integral para todos. Analisamos e procuramos apresentar nosso posicionamento diante desta proposta em relação à defesa dos direitos humanos, reafirmando a posição da Igreja. Ao mesmo tempo aprovamos encaminhamentos a respeito da consideração e atitude dos brasileiros diante do uso dos recursos que a natureza oferece. Lembramos a necessidade urgente da reforma agrária, da política agrícola. Encaminhamos propostas para que a CNBB tenha na sua literatura elementos que farão as comunidades refletirem, rezarem e ajudarem os governantes.

A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja e as CEBs também foram temas refletidos?

A escolha de um grande tema prioritário é para fazer com que as comunidades sejam conhecidas, estimadas e fortalecidas na missão importantíssima que têm, de ser centro de evangelização e ao mesmo tempo centros de fortalecimento da consciência cidadã e também uma fonte de garantia de uma construção a partir dessas pequenas células de uma sociedade viva, justa e fraterna. Estas são comunidades que têm também a vocação de favorecer a partir da meditação da Palavra de Deus a oração e o compromisso com os desafios, fortalecer a cultura vocacional. Isto é, na medida em que as dioceses forem favorecendo as pequenas comunidade, as CEBs e também as novas comunidades, nós teremos um serviço eficaz para o despertar das várias vocações que favoreçam uma Igreja Povo de Deus toda ministerial.

Dizem que no Brasil não há racismo. Por que então há tão poucos padres e bispos negros brasileiros?

Esta é uma questão que de certa forma foi abordada e a Assembleia aconteceu enquanto o Brasil, de certa forma comemorou, mas também procurou mostrar o significado do 13 de maio, que oficialmente é proclamado como o Dia da Abolição da Escravatura. A CNBB elaborou um documento lembrando que na memória de mais um aniversário da Abolição deve-se fazer uma reflexão muito grande. Em primeiro lugar, a Igreja precisa continuar essa caminhada bonita de libertação dos condicionamentos que foram criados no tempo da escravidão e, portanto, dos mecanismos de exclusão dos valores africanos e afro-descendentes. Ao mesmo tempo, a Igreja, a partir do Documento de Aparecida, deve lutar para conhecer, assumir, estimar e promover os valores afro-descendentes. E, claro, colocar a sua missão cristã a serviço dos negros e negras que estão necessitando de uma força, de auto-estima, do dom de Deus presente na negritude, necessitando de políticas afirmativas, enfim, de serem atendidos nas suas carências, em seus gritos por socorro, mas ao mesmo tempo, no sentido de poderem participar e oferecer, como dizia o papa João Paulo II, em Santo Domingo, os seus valores culturais para enriquecer a Igreja e a sociedade.

Como está organizada a Pastoral Afro no Brasil?

No Brasil nós temos um Secretariado de Pastoral Afro, que marca presença na sede da CNBB junto ao Conselho de Assessoria da Ação Evangelizadora da Igreja. Este Secretariado acompanha e assessora a Pastoral Afro que está presente em quase todas as dioceses do país. Evidentemente, essa Pastoral está ligada ao Secretariado Latino-Americano e Caribenho de Pastoral Afro – SEPAFRO, do qual sou o responsável. Esse Secretariado seria a Seção Afro-Americana e faz parte do Departamento de Educação e Cultura do Conselho Episcopal Latino-Americano – CELAM.

A Pastoral Afro encontra certa resistência em algumas dioceses. Quais seriam as maiores dificuldades?

Várias dioceses ainda não iniciaram essa pastoral exatamente em virtude desses condicionamentos da época da escravidão e da situação que pesa ainda na sociedade e na Igreja, do racismo, da discriminação racial e assim por diante. Percebemos na sociedade brasileira boa vontade com vários Centros e Entidades até em nível ministerial que estão trabalhando em favor da população negra. Mas há um longo caminho de superação desse condicionamento racista. Também, uma das dificuldades que encontramos na Igreja é a questão do diálogo ecumênico e inter-religioso. Nesse diálogo, nós não podemos fugir dos interlocutores que pertencem às religiões de matrizes africanas. Quando se estabelecem os encaminhamentos, quando esses diálogos começam, há uma resistência bastante grande. Um sonho que a Igreja tem é a inculturação da sua ação evangelizadora. Esse caminho também é bastante espinhoso, com muitas incompreensões. Evidentemente que a caminhada que se faz não é perfeita, mas há uma resistência mesmo naqueles passos que são dados e que estão absolutamente de acordo com os documentos e com o magistério da Igreja.

Se a Eucaristia é mistério tão poderoso, para suscitar a Missão, o que enfraquece o dinamismo missionário de tantos cristãos?

O pano de fundo é exatamente o que diz o Documento de Aparecida quando fala da profundidade e da verdade do Encontro com o mistério de Jesus Cristo. Na medida em que isso acontece verdadeiramente, a Ação Evangelizadora se torna eficaz. Vemos isso em outras confissões religiosas: mesmo não entendendo o mistério, as pessoas simples, entusiasmadas dão um recado que toca o coração da sociedade. Na medida em que os diversos ministérios dentro da Igreja se entusiasmarem e se deixarem dinamizar pela força do Espírito Santo na vivência da vontade de Deus, concretizando a Boa Nova de Jesus Cristo, tranquilamente acontece muita coisa bonita. Eu tenho várias experiências em periferias, nas quais muitas vezes o padre não vai, mas, alguma pessoa simples se entusiasma e vai deixando que esta luz toque o coração da vizinhança e de repente surge uma Comunidade de Base ou um movimento eclesial que passa a estabelecer uma novidade, às vezes transformando todo um edifício numa comunidade. Nem sempre o ministério ordenado dá conta da evangelização que deve acontecer. Os leigos têm um protagonismo que nós não podemos desprezar, embora, na nossa tradição católica é importantíssimo que tenhamos uma abundância do ministério ordenado.

Jaime Carlos Patias, imc, é diretor da revista Missões. Publicada na revista Missões, N. 7 Jul-Ago 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Crítica de mídia

Entre a Copa e as eleições, o silêncio da apuração
Cecília de Paiva, mestranda em comunicação

Artigo publicado no Observatório Plural http://www2.faac.unesp.br/blog/obsmidia/2010/06/29/entre-a-copa-e-as-eleicoes-o-silencio-da-apuracao/
e Revista Missões - http://www.revistamissoes.org.br/artigos/ler/id/1075

No dia 11 de maio de 2010, a mídia, em todos os seus segmentos, noticiou a chacina de seis moradores de rua na região do Jaçanã, em São Paulo. O acontecimento foi explorado até o dia seguinte nos jornais de todo o Brasil, entre mídia eletrônica, impressa e digital. Depois disso, o silêncio da apuração.

Diante do segundo semestre de 2010, entre duas das grandes pautas midiáticas – a Copa do Mundo e as eleições presidenciais, não poderíamos deixar de refletir acerca da ausência de muitas outras pautas no cotidiano dos meios de comunicação, principalmente no que se refere à apuração de crimes, como a chacina de Jaçanã, que ocorreu na véspera da convocação da Seleção brasileira na Copa.

Começou aí toda a atenção para a Copa, entre coletivas, programas de rádio e televisão, enquetes, debates e diversas manifestações nas comunidades da Internet. A lista era composta por jogadores conhecidos da mídia, e cada característica deles motivou novas pautas Brasil afora, apresentando suas histórias de vida, familiares, lugares e comunidades onde haviam jogado e vivido.

Naquele dia, em relação à chacina, os diversos tipos de mídia utilizaram a linha do anonimato para os envolvidos, destacando os termos “os moradores de rua”, “os homens assassinados”, “as pessoas assassinadas”. Os assassinos foram caracterizados apenas como “homens armados” ou “cinco homens em três motos”, como em matéria da Folha de S. Paulo. Durante a semana, poucos acréscimos se fizeram: a morte da quinta e da sexta vítimas ocorreu depois, sendo uma delas no hospital. Noticiado como mais um entre tantos acontecimentos da madrugada, nada se sabe do prosseguimento das investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, DHPP, sob encargo do delegado Luís Fernando Lopes Teixeira, como divulgado na época. Foi suficiente dizer que havia suspeita de envolvimento das vítimas com drogas e bastou.

A ocorrência desse tipo de crime deve suscitar investigações em todas as dimensões do assunto, incluindo o envolvimento das conjunturas sociais até que se esgote o tema. Seja por vingança ou não, representou um caso em meio a vários que envolvem as pessoas que supostamente vivem nas ruas. Na condição indefesa em que se encontram, tais pessoas são, literalmente, alvo fácil para serem assassinadas e até queimadas, como o foi o pataxó Galdino em Brasília.

Entre duas pautas de tanta atenção como a Copa e as eleições, é possível perceber um jornalismo acanhado na defesa do direito à informação. Omissões jornalísticas provocam a morte prematura de pautas, imprensadas entre a agitação midiática e o silêncio de assuntos que demandam averiguações.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

espaço eleitoral

Menos brilho na copa. agora vem as eleições e já estou admirada pelo tanto de babões à sombra dos políticos.
Hoje a Dilma em Bauru foi de assustar.. estou sem palavras pela turba que a acompanha.
Vou ficar de olho é na Marina, torcendo para dar de virada. E ela dá pouca confiança a babões..

terça-feira, 25 de maio de 2010

Dia de jacaré

Em um dia de campo, pleno domingo, estava a passeio com parentes e amigos admirando a paisagem. Enquanto caminhava me deparei com um lago perfeito... tão calmo:
- Parece ótimo dar um mergulhinho e relaxar. Disse e já fui entrando borda a dentro.
- Ei.. você não sabe desse lago? Nem um Indiana Jones sobrevive. Não passa do primeiro minuto aí dentro. Não entre aí - gritou alguém.
Já era. E logo no primeiro submergir eu vi o que significava o alerta: jacarés.
Era um lago recheado deles, todos muito grandes e com a boca maior ainda, vinham deslizando rapidamente na minha direção. Na primeira coisa que encontrei subi em cima e comecei a correr. Digo nadar... ou era remar?
No primeiro momento não compreendi se era uma prancha ou um daqueles caiaques, ou algo parecido, só sei que tinha que me movimentar antes que fosse abocanhada. Olhava pra um, desviava, já havia outro me encarando. Eram mais de três ao mesmo tempo e, enquanto manobrava para desviar, lá estavam mais quatro a minha frente.
Quando vi que eram dois de boca aberta e um outro dando meia volta para me encarar melhor, em um segundo me vi segurando o rabo desse que me dera as costas. Era a arma que precisava. Não sei que forças tive, mas, segurando firme a ponta do rabo do jacaré desavisado, fui batendo nas outras cabeças que pensavam que eu ia ser o petisco do dia. De desviada em desviada até conseguir sair do lago sem descer da prancha, que agora estava nítida e me ajudava a deslisar e a bater sem parar no que via de boca aberta à minha frente.
Foi tão rápida a saída quanto fora a minha entrada.
Na superfície, todos olharam para mim sem entender muito o que se passara, e os que haviam testemunhado aquilo, sem reagir diante de tanta manobra que eu devia ter feito, muito mais do que a de um filme de aventuras do senhor Jones.
- Não minha gente, isso não merece elogio, porque fui precipitada ao entrar em um lago quieto demais e que, com tanta gente por perto, devia antes ter perguntado porque estava sem ninguém dentro. - Mas isso falei bem baixo e já saí dali para diminuir a tensão e o susto que havia quebrado a calmaria do dia.

Rapidamente me troquei e mais apressada, segui rumo ao aeroporto. Tinha um vôo marcado para dali a meia hora... Sem táxi por perto, entrei no primeiro ônibus que encontrei. Agora só restavam quinze minutos... Mas era tempo suficiente para correr escadaria abaixo e acima, mas por certo chegaria!

Acordei!
Ontem não assisti a nenhum filme de aventura, só estou fazendo anotações para a dissertação...