terça-feira, 6 de abril de 2010

Celacom 2010

CELACOM 2010 - XIV Colóquio Internacional sobre a Escola Latino-Americana de Comunicação -

Ultimos dias para enviar trabalhos para participação nos GT’s, a data limite é até 10 de maio de 2009 - SÁBADO - com preferência para o Tema Central: Televisão na América Latina: 60 anos de Aculturação, Mestiçagem, Mundialização.

O evento será no Memorial da América Latina, São Paulo, entre os dia 17-19 de maio de 2010.


Se correr, dá tempo:
http://www2.metodista.br//unesco/index.htm


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Gutierrez Fortes

O Prof. Dr. Waldyr Gutierrez Fortes faleceu hoje, em Londrina, segundo anúncio do site de notícias da UEL. A perda é sentida pelos estudiosos de Relações públicas. Mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, era professor do curso de graduação em Relações Públicas da Universidade Estadual de Londrina-PR. Ministrava aulas para cursos de pós-graduação em Comunicação e deixou diversas publicações e o portal RP e Transmarketing - http://www.portal-rp.com.br//

Coceira

Não isso não, me dá coceira... eu to que to.. faz três dias que volta e meia essa música teima em ser lembrada. Nem sei o que diz toda a letra - de música não entendo bulhufas - minha cultura é de ouvido. Creio que não é bem a letra, é mais o ritmo. Na verdade eu sou fã de muitas interpretações da Simone, são ótimas.

Sonho Meu por exemplo é um ritmo muito bom. Esse sambinha é da Dona Ivone Lara e isso eu sei porque pesquisei para citar em um dos capítulos do Atlântico nos Separa. Embala a parte em que chego em Portugal para pesquisar. Sonho meu, sonho meu, vai buscar a quem mora longe, sonho meu...

Quantas outras músicas vão marcando a nossa vida... Se eu fosse fazer uma retrospectiva, cada momento tem uma trilha sonora. Mas seria muito lembrar de cada trilha porque o senhor do tempo traz o esquecimento, ainda mais que todo dia aparece uma música nova, daquelas que melhoram o dia-a-dia ou aquelas chatésimas que também envolvem porque não param de tocar. Ao lado da minha casa, por exemplo, tem uma república que, se um dia parar de fazer algum som, vou pensar que me mudei. Mas o pior é quando começam a cantar. Aí mora o perigo, como dói.

Só não me incomoda tanto porque já entrou no meio dos outros barulhos e me concentro no isolamento do raciocínio. Até porque entendo a necessidade de expandir o instrumento mais rápido de comunicação: começamos todos pelo uga buga antes de aprendermos a falar mamãe! Eu to que to!!!

Fiquei até curiosa para relembrar a letra. Com a ajuda do terra, não tem dificuldades:


Tô Que Tô

Vem cá de qualquer maneira
Balança minha roseira
Me bate de brincadeira
Me chama de traiçoeira...

Me tranca na geladeira
Apaga minha fogueira
Promete qualquer besteira
Que eu fico toda faceira...

Tortura essa brasileira
Me arranha com a pulseira
Me enforca na trepadeira
Pendura minha chuteira
Menino, mas que zoeira!
Cadê meu advogado?...

Eu Tô Que tô! Eu Tô Que Tô!
Eu Tô Que tô! Eu Tô Que Tô!

La luz a la media boca
Besame mucho loca
Não, isso não
Me dá coceira
La luz a la media boca
Besame mucho loca
Não, não, não isso não
Me dá coceira...

Vem cá minha compoteira
Balança essa pasmaceira
Me bate com a cabideira
Me chama de lavadeira...

Não grita, não dá bandeira
Periga marcar bobeira
Quebrei o pé da cadeira
Cuidado com a cristaleira...

Segura, me deu gagueira
Eu juro que é verdadeira
Disfarça e chama a enfermeira
Tá dando uma tremedeira
Mamãe, viva o Zé Pereira!
Cadê meu advogado?...

Eu Tô Que tô! Eu Tô Que Tô!
Eu Tô Que tô! Eu Tô Que Tô!

La luz a la media boca
Besame mucho loca
Não, isso não
Me dá coceira...(2x)

Vem cá minha compoteira
Balança essa pasmaceira
Me bate com a cabideira
Me chama de lavadeira...

Não grita, não dá bandeira
Periga marcar bobeira
Quebrei o pé da cadeira
Cuidado com a cristaleira...

Segura, me deu gagueira
Eu juro que é verdadeira
Disfarça e chama a enfermeira
Tá dando uma tremedeira
Mamãe, viva o Zé Pereira!
Cadê meu advogado?...

Eu Tô Que Tô! Eu Tô Que Tô!
Eu Tô Que Tô! Eu Tô Que Tô!
Eu Tô Que Tô! Eu Tô Que Tô!
Eu Tô Que Tô! Eu Tô Que Tô!
Eu Tô Que Tô! Eu Tô Que Tô!
Eu Tô Que Tô! Eu Tô Que Tô!
Eu Tô Que Tô! Eu Tô Que Tô!
Eu Tô! Eu Tô! Eu Tô!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cartas na mesa

Fluxo da informação; acesso à informação; interesse público; comunicação pública, políticas de comunicação - PONTO - Fechei por hoje os conceitos da minha dissertação. Não há nenhum pioneirismo dissertar coletivamente, costurar pensamentos e criticar, dissecar cada parâmetro, cada possibilidade, encher de probabilidades e depois torcer até chegar a algo que se consiga defender até a última cruzada. Depois, da última se recomeça, mas pelo menos temos um ponto de chegada, finito.

Escrevi, reescrevi, cortei, apaguei, refiz, falei do mesmo jeito com outras palavras... reticências, ponto, exclamação. Vou seguir para além da teoria crítica, sem ser pós-moderna, nem isso nem aquilo, mas na minha construção, diversidades de pensamentos. Sem ficar só em Habermas, mas usando uns pontinhos do modelo comunicativo desse menino alemão de 80 aninhos. O danadinho considera o ser mais estúpido o discípulo que segue uma teoria que não deve ser seguida, mas ser refutada, criticada, repensada, nunca repetida. Para ele, uma teoria pensada produz outra teoria e se não pensada, é porque é uma cópia da cópia... Triste fim de ser discípulo nesse caso das teorias.

Portanto, se é releitura ou epistemologia, análise crítica ou outra coisa que apresente o olhar inovador, vamos às possibilidades conceituais, à circulação cultural possibilitada pelas mediações; ao fluxo da informação que provoca uma mudança estrutural em todas as esferas, que sejam públicas, privadas, coletivas, individuais, popular ou de massa, que provoquem a inteligência coletiva ou a sociedade composta por redes e nós.

Que venha a interatividade, a participação pública e a opinião individual. Que seja feito o reino da esperança e das políticas plenas de comunicação e do direito à informação de interesse público. Que as informações fiquem ao alcance do meu tio lá na Pedreira e da minha madrinha lá na Serrota , eles que sabem usar as informações sem nunca reproduzi-las, que criam outros significados bem mais bonitos do que antes foram um dia.//

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Touch screen

Tela sensível ao toque.. mas já fui ao banco e tentei alguns comandos nessas telas, tipo touch screen, mas desobederam ao meu toque. Vejo que algumas telas deixam ou não querem ser tão sensíveis assim e desobedecem. Endurecidas e teimosas, como tantos outros desses aparelhos que estão cada vez mais descartáveis. A indústria tecnológica está fabricando produtos cada vez mais atrativos, mas que rapidamente se transformam em lixo. Queimam ou perdem algumas funções como se tivessem um comando autodestrutível nas mãos dos desavisados. 
Na verdade acompanham somente os desejos imediatos: não podem mesmo ser muito duráveis. Toda hora chega mais novidades. Agora é o IPAD. E eu nem toquei ainda no iphone.rs. A preço médio de 500 dólares, o IPAD é  um video-leitor, principalmente para ebooks, com tela touch. Tem funções de um computador, videogame, toca música, e tals, mas dizem que não acessa a net e outras coisitas mais que fazem chegar a conclusão que é proposital. Falta isso ou aquilo para que outros produtos e outras indústrias continuem no ranking comercial. Rotatividade e fluxo de mercado consumista.
Falar nisso minha tela está com acúmulo de dados: pó, poeira e sinais de dedos, e não é pelo touch, mas pelo uso contínuo e intenso.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

La disertación

O que é uma dissertação no atual momento entre estudos e dúvidas? Fazendo uma retrospectiva, lembro que, há algum tempo, o mestrado me parecia um ente. Algo que me esperaria em uma outra esfera, não classificável em Habermas ou Prokop. Um universo desconhecido mas que seria descortinado por caminhos e mapas decifráveis. Um mito talvez? Creio que sim.
Depois vieram os exercícios de desvendar  cortinas, desfazer a sensação de mito. Nada de irreal, mas concreto, conceitual. Penso que estou ainda nessa fase porque, por enquanto a sensação de mito se mescla à conceituação da hipótese em construção, estudos que confirmam ou refutam suposições. Está comigo, respirando por caminhos que teimam em surgir sob disfarces. O processo dissertativo é como lidar com um objetivo móvel, mutante, sem lugar - como diria Zigmunt Bauman, algo diluído no ar. No entanto, faz pensar, é provocativo.Um convivío dolorido e prazeroso. Descobertas e renúncias. Construção e destruição tal como a borboleta da Teoria do Caos: algum resultado tem que sair.

  

domingo, 28 de março de 2010

Partilha

Neste domingo de Ramos, percebi muitas pessoas capazes de deixar para trás o que acumulam ao longo da  vida, seja em relação a bens materiais ou em relação a sentimentos de infelicidade ou de frustração que pesa sobre os ombros. Conversei com pessoas que disseram nem lembrar de guardar mágoas quando algo não dá certo porque já estão fazendo outras coisas. Vivem em comunidades e tem objetivos muito concretos para com as pessoas que se encontram nela.
Disseram, nos poucos momentos que falamos, que guardar e acumular muito mais do que precisa para se viver obstrui os sentidos, dificulta o autoconhecimento, e pode cegar, deixando de conhecer e de colaborar com quem necessita de um pouco do que se pode doar. Sempre sobra alguma coisa, nem que seja uma palava sem sentido mas que dê alegria, que traga alívio para as tristezas que o outro carrega. Nem é preciso perceber que o outro está triste, mas se perceber, melhor ainda, a ajuda é mais objetiva.
Sensibilidade ou não, o importante é estar com o outro sem ser o outro, ter as próprias convicções e ouvir a dos outros, assegurar-se do que acredita sem impor nada, apenas compartilhar. Feliz Semana Santa.